Um agente recebe a tarefa de criar uma especificação dentro de uma mudança. O nome do arquivo parece correto, mas o caminho passa por um link simbólico que aponta para outra pasta. Se a verificação acontece depois da gravação, descobrir o erro já não evita a alteração indevida.

É esse tipo de sequência que o OpenSpec 1.14.3 procura corrigir. Publicada em 17 de outubro às 01h52 UTC, ainda na noite de 16 de outubro em Brasília, a versão reforça as instruções de criação de artefatos nos fluxos de trabalho com agentes. A mudança interessa especialmente a equipes que personalizam schemas ou delegam a produção de documentos a outras ferramentas.

O destino precisa existir na decisão antes da escrita

O OpenSpec organiza propostas, especificações, decisões de projeto e tarefas em arquivos revisáveis. Seus workflows orientam o agente sobre como produzir esses artefatos. Um schema pode definir a saída por um padrão de arquivos, o chamado glob, em vez de indicar um único destino pronto.

A correção detalhada na PR #2104 muda a ordem das instruções: escolher um caminho concreto, verificar se ele permanece dentro do diretório da mudança e só então criar o arquivo. A verificação deve considerar links simbólicos nos diretórios intermediários e no próprio arquivo, caso ele já exista.

A mesma condição passa a acompanhar a delegação. Se outra skill ou comando vai produzir o artefato, o workflow orienta o agente a acioná-lo apenas quando conseguir escrever naquele destino verificado. Caso contrário, deve interromper a operação. O fluxo também evita mandar gravar um template por cima do conteúdo que a ferramenta delegada acabou de criar.

Uma instrução melhor ainda precisa de controle de execução

Há uma distinção importante no código revisado: essa parte da correção altera os templates de instruções dos workflows. Os testes correspondentes verificam a presença, a ordem e a consistência dessas regras nas versões de skills e comandos.

Isso não demonstra que qualquer agente obedecerá às regras em todas as situações. Também não transforma o OpenSpec em uma sandbox de sistema de arquivos. Na análise da MnzAI Labs, o ganho é remover uma ambiguidade operacional concreta, mantendo permissões, isolamento e revisão como responsabilidades do ambiente que executa o agente.

Delegar a criação de um documento também exige combinar onde a outra ferramenta pode entregá-lo.

Para quem mantém schemas próprios, um teste útil é conferir o destino final de um artefato delegado em um projeto descartável. O critério de aceitação precisa incluir o arquivo criado e o local em que ele apareceu.

O patch também trata da rotina menos visível

A versão permite que um spec.md seja um link para outro arquivo dentro do projeto, preservando a recusa quando o destino fica fora dele. Essa regra usa a fronteira do projeto; não deve ser confundida com a fronteira mais restrita do diretório de uma mudança.

Outras correções removem a dependência braces associada a um alerta de auditoria, limitam expansões muito largas de padrões e evitam o travamento do indicador de progresso em determinados hooks de validação. Os detalhes estão nas notas da versão.

Não reproduzimos a execução do OpenSpec nesta apuração; release, diff e testes publicados foram examinados. Para uma equipe que já usa a ferramenta, vale revisar a atualização com seus próprios schemas. O resultado mais útil será conseguir explicar, antes da execução, qual processo escreverá cada arquivo e por que aquele destino está autorizado.